
Cada vez que deparava com um ardina, lá a senhora na capa da revista, eu virava o rosto de modo a não ser assediado pelos rapazes com olhares a indicar cansaço e fome e o sol a surrar-lhes as costas.
Na sexta-feira dia 5, depois de ter apresentado a rubrica “Sugestões de Leitura” no programa “Tchilar” da TPA2, fui correndo à União dos Escritores Angolanos onde Luís Fernando lançava mais uma obra.
Meus olhos, qual câmera a filmar os momentos aprazíveis do evento, deparam-se com uma kilumba africana cujo o sorriso enfeitava as suas belas feições. Eu jurei que já tinha visto aquele rosto lindo. Onde? Aproximei-me, e tentando avivar minha memória perguntei-a:
- Já nos conhecemos? Teu rosto é muito familiar.
- Lê a revista.
Respondeu ela muito carinhosa enquanto indicava a revista vida sobre à mesa em que L.Fernando assinava autógrafos. Eis que reconhecí-a. Alegrei-me de a ver em carne e osso. Que mulher linda, exclamei.
Helena de Sousa Vaz de Almeida que perdeu seus país muito cedo, vendo-se na qualidade de pai e mãe dos seus irmãos, acreditou no sonho de ser mulher polícia. Ela é da temida Polícia de Intervenção Rápida, PIR, ou “ninjas”. Força mulher!
Muitos sucessos mulher de “garra”.
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