O interesse comum pela literatura uniu-nos imediatamente. Encontramo-nos pela segunda vez na União dos Escritores Angolanos aquando da Maka à Quarta-Feira sobre os Bakongos. Evaltina Mande, essa mulher que o futuro lhe guarda muitos sucessos, é uma professora empenhada e nunca quer deixar ficar mal seus alunos.
Desse modo, Evaltina Bande, está demosntrando que "a escola deve ser um dos principais canais de veiculação das obras literárias, através de programas de leitura obrigatória". Sendo assim, neste mês que simbolicamente é dedicado às mulheres, eu rendo-a a minha singela homenagem. Força mulher.
O choro de Joaninha
O choro de Joaninha são lágrimas de sangue
Ela banha nas lágrimas do seu rosto por seis dias a fio
Suas lágrimas denunciam a tristeza da alma não fecundada
E jorram angústias e lamentos rubros no canal do seu rio
Quem a liberta deste ciclo que se repete 28 mil dias?
Ela soergue alegre em campos férteis
Anseia espasmos orgasmicos carregados do branco da vida
Ela anseia a simbiose com o divino na criação de um ser
Clama estridente com seus grandes e pequenos lábios
o amor que se afoga nas dibinzas da vida
e se esconde na camisa sensual e legal devido a SIDA
Chora chora chora Joaninha
Fofinha vistosa e formosa mãe da vida
Chora chora chora Joaninha
lágrimas de sangue sedentas de afecto carinho
Vem de mansinho seu eterno amor Joãozinho
Navegam nas estrelas rítmicas do prazer e da responsabilidade
Cessa o choro de Joaninha que goteja alegria divinal
E o ciclo fecha-se por 9 mil mesesVitória, 29/12/2006 11:23’.
(in Mátria, Arte Viva 2009)
Nas fotos:
Evaltina Bande; John Bella, escitor e deputado com Evaltina no lançamento do Luís Fernando
Nas fotos:
Evaltina Bande; John Bella, escitor e deputado com Evaltina no lançamento do Luís Fernando
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