Era, na sua génese, literalmente só folha. Foi a impressão com que ficara do novo bissemanário. Passaram os anos e as dificuldades foram-se diminuindo apresentando-nos já um jornal com uma qualidade visual mais atraente. É o folha 8, o semanário.
Aprendi a gostar de ler, pois sempre me sussuravam ao ouvido, “cuidado com esses jornais fofoqueiros”. Eu queria desvendar as ditas fofocas. Comecei a ler compulsoriamente o semanário e por fim gostei da sua linha editorial mais propriamente a página cultural com a qual me identifiquei. Considero o Folha 8 um órgão de informação generalista, independente, vocacionado para as reais questões de Angola e não só.
No espaço poético, leio com prazer os poemas de jovens poetas e de poetas consagrados. Foi o espaço que me prendeu desde a primeira hora. Eu queria publicar meus poemas e recorri-lhe com regularidade. Tenho estado a ver divulgado muitos textos poéticos, alguns ainda não bem conseguidos e outros já com uma dimensão poética madura.
São tantos os artigos que me prenderam ao longo destes anos a ler o Folha8, lembro-me da série recente de artigos sobre escritores universalmente consagrados e pude aprender bastante. Informações sobre lançamentos de livros, breves análises de obras literárias e opiniões sobre a música e o teatro, artes plásticas e outras manifestações culturais.
Não abro mão ao espaço “A língua na boca dos falantes”, superinteressantes dicas de como falar bem a Língua que nos foi imposta pelo colonizador. Quantos erros cometemos? E lá vem o André Mateus a ajudar-nos com suas dicas.
Tem sido uma experiência interessante ler e contribuir para este semanário na sua página cultural. Pude, com o convite do Editor Cultural, o estimado Nvunda Toné, publicar vários artigos, a título de exemplo, “A juventude e sua expressão cultural”, “A decomposição da humanidade e a sobrevivência de Simba Ukolo” entre outros textos.
2 comentários:
Parabéns!!
Bjao
O que é bom precisa permanecer.
Parabéns.
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