
Foi no longíquo Séc.XVII que a literatura infantil constitui-se como gênero. A família burguesa, na sua mobilidade social, valoriza cada vez mais a criança e reorganiza a escola e, atendendo sua associação com a pedagogia, a literatura infantil começa a desenvolve-se.
Este ano, o Dia Internacional do Livro Infantil, 2 de Abril, coincidiu com as festividades da Sexta-Feira Santa. O dia homenageia o escritor Hans Christian Andersen. Hans foi um renomado escritor dinamarquês de histórias infantis e escreveu mais de 156 contos.
Diversas actividades ocorrera para saudar a data. No Kuito-Bié, a Biblioteca Provincial realizou uma exposição de literatura infantil com cerca de mil setecentos livros diversos. Em Luanda, na praça da Independência, Maria Aline com o projecto "Ler é um hábito" juntou escritores e livrarias para exporem seus livros e assim festejar condignamente a data e contribuir no incentivo do gosto pela leitura no seio dos alunos.
Para a escritora Marta Santos (na foto acima), "incentivar o gosto pela leitura, é EDUCAÇÃO, ler instrui", logo a iniciativa da Maria Aline deve ser apoiada bem como demais iniciativas.
Conversei com diversas crianças no local que visivelmente estavam animadas. O Lucílio (na foto acima), do colégio Bifânia, na Kalemba 2, deixou a seguinte mensagem para seus colegas e amigos, "quero que as crianças leiam mais e estudem mais e que os papás ensinem as crianças a gostarem de ler". A mãe do Lucílio, Albertina Soba, acrescentou que "leio para os meus filhos desde cedo e assim eles vão ganhando o gostinho de ler. Ela mostrou-se regozijada pela iniciativa da feira e fez um apelo aos empresários que devem continuar a apoiar iniciativas do gênero.
Diversos títulos infantís foram expostos a destacar-se o livro infanto-juvenil "As aventuras de Ngunga" de Pepetela.
Os adultos também alegraram-se com a quantidade de títulos apesar de os preços dos livros ainda serem caros. A senhora Rosa, que não aceitou ser fotografada, disse que " as autoridades governamentais têm a maior responsabilidade de incentivar os hábitos de leitura e devem influenciar na redução dos preços dos livros. Desse modo os pais vão certamente comprar livros para os filhos e não só brinquedos, porque o livro ajuda no desenvolvimento cultural das crianças e, mesmo para as crianças que não podem ler, as figuras, as cores influenciam no crescimento da criança".
Força ao projecto "Ler é um hábito" da Maria Aline e viva a literatura infantíl angolana.
2 comentários:
Em primeiro lugar, parabéns! Prezado, sou brasileiro, de Caetanópolis, terra de Clara Nunes, uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos. Ela, que cantou "Morena de Angola", composição do grande Chico Buarque, sempre valorizou a negritude. Sou professor de Língua Portuguesa e de Literatura. Sempre fui fascinado pela literatura africana lusófona e por toda a literatura em língua portuguesa. Tenho alguns blogs onde também comento sobre isso. Por exemplo, convido-o a honrar-me com a visita e a ler o post acessível pelo link http://theednpoetopias.blogspot.com/2010/02/guerreira-e-africa.html
Que maravilha!
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