06 maio 2010

rocha Doce lisa a coxa


A um passo depois da coxa

Há uma colorida rocha
Onde nasce alegreMente
Um rio transbordante
E o peregrino encontra
Águas tépidas águas brancas
Usufrui-se com prazer o banho
E espasmos rítmicos
Fazem a massagem no ego no prego
Que prega fundo os sonhos no
Aconchego da rocha Doce e lisa a coxa
Deus é sábio desenhando nos lábios
Grandes e pequenos lábios da rocha
A sensibilidade do amor
Todas as árvores labutam para ter nas
Mãos e nos lábios as águas da rocha
Seria bom que não banalizassem
Seria bom que não vulgarizassem
O banho
Pois estranhos
Sucumbem na lagoa da rocha amarga
Distratada amassada por loucuras mercantis
Afirmo
Mais uma vez digo
Sorridente
Consciente A um passo depois da coxa
Há uma colorida rocha
Presente de Deus

3 comentários:

lita duarte disse...

Nguimba,

Volte lá no meu blog.
Adorei o poema "Deserto".

Saiba que estou sempre por aqui, venho ler-te.

Abraços.

Soberano Canhanga disse...

Chamado pela coxa, que rocha apareceu pontual no meu "10encantos"eis-me aqui para percorrê-la de lés alés.
Aqui (no seu blog) lê-se cultura.
Um abraço. Estou em Luanda e gostaria de vê-lo "caralmente".

Luciano Canhanga "Soberano"

Angola Debates e Ideias- G. Patissa disse...

Saudações compatriota Nguimbangola. Deu-me vontade de deixar hoje, aqui, o elogio (sincero e desinteressado)que merece pelo contributo que presta à divulgação (dos factos) da nossa cultura - falo especificamente do Blog. Também tenho um, e sei a dificuldade que é conciliar outros compromissos com a actualização regular que os leitores merecem. Viva a cultura, viva o livro, viva Angola!