01 abril 2011

sou mbora puta


Corpos vendidos ao preço do prazer

deambulam pelas ruas da cidade cruel

tentando sobreviver...


“uma rápida é X

um broche é Y”


Moral é palavra para museu


“não queremos saber”


seus valores não importam mais

vício ou necessidade?


HIV não é grossa maka

legal é o que há demais

jamais parar com a zunga do corpo

nem que xico dya ngoji nos arrastem


quem vai deter?

quem vai julgar?

quem vai cuidar?


“cala só a tua boca

pois eu sou mbora puta”




12.01.2006



3 comentários:

Soberano Canhanga disse...

Grande descrição. É essa, a nova poesia, que faz história moderna.

Nereida disse...

uau k nu e cru...

kapitololo disse...

bronka ia bro