
Bocejo
E o hálito é nefasto misérias de fantasmas ruas lamacentas
Onde pululam mendigas almas expostas ao relento
Rebentos amarelados nas costas zungueiras de uma mulher
Seres sem um longe a vista só suor só dor no calor da vida
Pestanejo
Lágrimas de sangue no calor do dia cunga doentia e a minguar
Lágrimas de injustiçadas caminhadas no tribunal das aparências
Lágrimas doentias lamentando a corrida material e as coisas espirituais?
Povo sem pastor na correria abismal que se quedam em corruptos buracos
Festejo
A utopia anunciada numa escondida independência das mentes da pátria
Nos bolsos de uns a alegria da filosófica equação “safa-se quem puder”
Festejo alegrias conseguidas com incendiárias balas não valeu? Haja PAZ
Festejo o desabrochar de infraestruturas conseguidas com brancas mãos
Almejo
Unidas mãos negras (cheira a raça...) batendo palmas de diversidades diferenças
Culturas várias no tronco comum da irmandade Oh como é bom os cambuijis
Comerem no prato vasto e farto e cada um na videira que desenha sombras
De alegrias, festas, nas sextas de homens mitológicos biblicos? É farra oh pátria aproveita
25 de Março de 2011, 21:49
Fonte da foto: angodebates.blogspot.com/