04 junho 2010

Infância



Joel Lino, meu quarto rebento




Desabrocham flores saltitantes

recheadas de dúlcidos sonhos

requintados na seiva da Mulemba

É um eterno prazer na copa frondosa da mente

onde melodiosos rios escorrem sorridentes

no frescor acinzentado do cacimbo

As flores transformam-se em flechas

nas mãos do Eu Lírico

há que desenhar versos orientadores

para alegria de Ngola no marco histórico da

Soberania da vida vivída com ternuras verbais

É a infância o altar do amanhã sorridente

quero-a sempre muito feliz na graça do ETERNO


Foto de Nelson Rodrigues, fonte: internet

1 comentário:

Lúcia Leme disse...

Que bonito poema.

Bjus